sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Minha mente

A minha mente insana,
de tanto pensar, às vezes se cansa.
Doentia, como tem que ser,
ela não tem mais cura,
só deseja você.

A minha mente doentia,
me engana, me enfraquece,
mas nem nas piores horas
de ti ela se esquece.

A minha mente é tão confusa,
às vezes tão minha,
em outras tão sua.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Jardins

Aos prantos,
eu planto,
com os prantos,
eu rego.

Planto ilusões,
colho as desilusões.
Planto amores,
colho as dores.

Oh! meu pobre jardim,
por mais que eu o regue
com os sentimentos que há em mim,
você teima em não florir.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cacos

E dos planos futuros
que foram sonhados juntos,
restaram apenas o pó
e talvez um pouco de nós.

Às lágrimas não reprimidas
teimam em denunciar a sua partida
e às vezes ao lembrar de nós,
elas escorrem tão sós.

Sobraram-me os cacos vermelhos,
pedaços de um coração,
que ainda bate a procura de uma paixão.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Quando II

Quando se lembrar de mim,
não fará mais planos futuros,
tampouco conseguirá seguir outros rumos.

Lembrar-te-ás dos velhos sentimentos,
dos antigos anseios,
de todos os medos.

Ah! E ao se lembrar de mim,
lembrar-te-ás dos bons tempos,
e com as recordações que lhe virão a mente,
sentirá saudades da gente.



domingo, 30 de junho de 2013

Atroz

E na noite em que eu e você não somos um nós,
a minha mente se torna um lugar tão atroz.
Com seus habituais devaneios,
eu me perco nos meus velhos anseios.