domingo, 30 de outubro de 2011

Pretérito

O coração que a ti deseja
hoje lacrimeja em dor.
Os olhos que somente a ti enxergavam,
hoje não mais enxergam o amor.

O corpo que um dia me pertenceu,
hoje é outra pessoa  que o chama de meu.
E o coração no qual eu almejo,
para esse eu não minto, sinto o desejo.

Mãos que um dia me acariciaram,
que me tocavam com amor,
Hoje apenas acenam,
despedindo-se do sonhador.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Com os pensamentos...

Com os pensamentos em sua pessoa.
deito-me com insônia,
Com os pensamentos avoados,
vejo-me, ainda, ao seu lado.
Com os pensamentos absurdos,
sinto-me confuso...

Com os pensamentos abstratos,
sinto falta dos atos.
Com os pensamentos infames,
Espero, ainda, que me chame...

Com os pensamentos impuros,
tranco-me entre os (meus) muros.
Com os pensamentos constantes,
desejo ser seu, único, amante.

Com os pensamentos incertos,
não distingo mais o que é certo.
Com os pensamentos em ti,
sinto saudades do que eu, ainda, não vivi....

domingo, 16 de outubro de 2011

Sinto saudades

Sinto saudades,
dos beijos e afagos
dos carinhos delicados.

Sinto saudades,
do perfume do seu cabelo
de percorrer com o meu corpo
o seu corpo inteiro.

Sinto saudades,
das conversas  amenas
das  brincadeiras ingênuas.

Sinto saudades,
dos nossos sentimentos,
de quando eles eram puros e verdadeiros.

Sinto saudades,
de algo que partiu,
e que de dentro de mim nunca saiu.

Sinto saudades,
de um tempo bom ao seu lado,
de quando  éramos namorados.

Sinto saudades,
de tudo o que eu vivi,
sinto saudades de ti. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Insônia II

Procura-me em horas indevidas,
Atormenta a minha vida,
Tu és uma constante inconveniente,
Que afeta a minha a mente.

É a minha amante preferida,
Entre todas que eu tive na vida,
Contigo perco a noção da hora
Não vejo o que ocorre lá fora

Dentre os meus vícios é o predileto,
Consome todo o meu eu por completo,
Quando dou por mim,
A minha noite já chegou ao fim.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ilusão...

Toda noite você chega à mesma hora,
Ao amanhecer você vai embora
Leva contigo toda minha energia,
Deixa-me esgotado para mais um dia.

Quando a noite se aproxima,
Eu já sei que serei a vítima
Tento fugir em vão
Não consigo, não mando no meu coração.

A noite toda me faz companhia,
Tu és a minha agonia,
Repousa delicadamente sobre a minha cama,
E logo pela manhã me abandona.

Pergunto o seu nome novamente,
Olho nos seus olhos e sei que tu mentes,
Sussurra em meu ouvido com certo encanto
Mas eu não me engano
Diz-me que seu nome é Paixão
Prefiro chamá-la de Solidão